quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Finep cresce cerca de 250% nos últimos quatros anos
FINEP
A Finep obteve resultados expressivos ao longo dos últimos anos. Só de janeiro a dezembro passados foram R$ 8,6 bilhões em contratações na modalidade crédito, totalizando R$ 18,2 no quadriênio 2011-2014. Nas liberações, houve crescimento de 77%: R$ 4,5 bilhões em 2014 contra R$ 2,5 bi em 2013. Além disso, no mesmo período o número de projetos contratados saltou de 108 para 147. “Em quatro anos quintuplicamos as liberações de crédito”, destaca Glauco Arbix, presidente da financiadora, acrescentando que o aumento substancial nas operações desse tipo se deve a iniciativas como o Plano Inova Empresa e o Finep 30 Dias.
O novo patamar da Finep também pode ser medido pela evolução de seu ativo total – que compreende os bens e direitos da empresa. Com R$ 14,5 bilhões nesse quesito, a financiadora aumentou em cerca 250% o volume medido em 2010: R$ 4,3 bilhões. Para se ter ideia do que isso representa, basta olhar o ranking de ativos de instituições financeiras desenvolvido pelo Banco Central: se a Finep fosse enquadrada como banco, apareceria entre as cinco maiores instituições financeiras públicas do País e entre as 30 públicas e privadas.
Um dos avanços mais significativos nos últimos anos foi o desenvolvimento do Finep 30 Dias Inovação, voltado para empresas. Com a nova metodologia, a financiadora conseguiu reduzir o tempo de análise de 452 para 30 dias e aumentar a capacidade da avaliação dos projetos, dando maior segurança e transparência. A criação de um rating de inovação foi peça importante no processo. O resultado foi um ganho de produtividade de mais de 300%, passando de 129 para 389 projetos analisados por ano. Além disso, cerca de 50% dos projetos analisados pela agência por meio do Finep 30 Dias são indeferidos, o que reforça a qualidade do que é aprovado.
Seguindo o mesmo modelo, a Finep também desenvolveu o Finep 30 Dias Pesquisa, para universidades, institutos tecnológicos e centros de pesquisa. O primeiro edital realizado por meio do novo sistema é voltado para equipamentos multiusuários. Lançada em novembro, a chamada pública conta com um orçamento de R$ 400 milhões e tem como objetivo principal financiar a aquisição de novos equipamentos de médio e de grande porte – bem como sua instalação e manutenção – por instituições. Os equipamentos multiusuários são considerados de alta especialização e necessitam de um coordenador científico que determine o seu uso por usuários internos e externos à instituição.
Inova Empresa
Lançado em março de 2013, o Plano Inova Empresa teve demanda inicial de R$ 98,7 bilhões, frente a um orçamento de R$ 32,9 bi. A crescente busca por recursos especializados em inovação é importante alicerce para o que foi conquistado até agora e esperança para um avanço ainda maior no futuro. “A inovação é peça-chave no plano de desenvolvimento econômico sustentável de longo prazo para o País”, aponta Glauco Arbix.
O Inova Empresa é uma iniciativa conjunta da Finep, do BNDES e de 12 ministérios, agências e instituições. Com o objetivo de elevar o P&D nas empresas, integra vários instrumentos, como o crédito subsidiado, a subvenção econômica, projetos cooperativos empresa-universidade, recursos não reembolsáveis para centros de pesquisa e universidades e investimento em participação (startups, venture capital). Com foco em áreas estratégicas como energia, petróleo e gás, complexo da saúde, complexo aeroespacial e defesa, TICs, telecomunicações, sustentabilidade socioambiental e agropecuária, o Plano Inova Empresa procura também incentivar projetos de maior risco tecnológico, com taxas especiais e prazos que chegam até 12 anos.
sábado, 24 de janeiro de 2015
BC divulga nota do setor externo à imprensa
BANCO CENTRAL DO BRASIL
NOTA PARA A IMPRENSA - 23.1.2015
Setor Externo
I - Balanço de pagamentos - Dezembro de 2014
O balanço de pagamentos registrou deficit de US$9,8 bilhões em dezembro, e superavit de US$10,8 bilhões em 2014. As transações correntes apresentaram deficit de US$10,3 bilhões no mês. No ano, o resultado em conta corrente foi negativo em US$90,9 bilhões, equivalentes a 4,17% do PIB, comparativamente a deficit de US$81,1 bilhões, 3,62% do PIB, em 2013. No mês, a conta financeira apresentou ingressos líquidos de US$1 bilhão, com destaque para os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros diretos (IED), US$6,7 bilhões. No ano, a conta financeira acumulou saldo positivo de US$99 bilhões, destacando-se novamente os ingressos líquidos de IED, que atingiram US$62,5 bilhões.
No mês, a conta de serviços foi deficitária em US$4,9 bilhões, comparativamente a deficit de US$4,2 bilhões em dezembro do ano anterior. Em 2014, a conta serviços registrou despesas líquidas de US$48,7 bilhões, elevação de 3,3% na comparação com 2013. As despesas líquidas com aluguel de equipamentos atingiram US$2,8 bilhões no mês e US$22,7 bilhões no ano, acréscimo de 18,8% em relação a 2013. A conta de viagens internacionais apresentou deficit de US$1,6 bilhão no mês, influenciado pelos recuos de 9,6% dos gastos de estrangeiros no Brasil, e de 3,3% dos gastos de brasileiros no exterior, ambos na comparação com dezembro de 2013. No ano, as despesas líquidas de US$18,7 bilhões constituíram o recorde da série, elevação de 2,3% em relação ao ano anterior, com receitas e despesas atingindo os níveis máximos de US$6,9 bilhões e US$25,6 bilhões, respectivamente. As despesas líquidas com transportes somaram US$651 milhões em dezembro, acumulando deficit de US$8,9 bilhões no ano, ante US$9,8 bilhões registrados em 2013. O deficit em serviços de computação e informações atingiu US$426 milhões em dezembro e US$4,4 bilhões no ano, recuo de 0,9%, comparativamente ao ano anterior. As remessas líquidas de royalties e licenças somaram US$223 milhões no mês e US$3,3 bilhões no ano, 8,8% acima do resultado de 2013.
As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$6 bilhões no mês, 20% inferiores ao observado em dezembro de 2013, acumulando US$40,3 bilhões em 2014, acréscimo de 1,2% na comparação com o ano anterior. Em dezembro, as saídas líquidas de renda de investimento direto somaram US$4,3 bilhões, dos quais US$3,8 bilhões em remessas líquidas de lucros e dividendos. As remessas líquidas de renda de investimento em carteira totalizaram US$1,1 bilhão, dos quais US$841 milhões referentes a juros de títulos de renda fixa. As remessas líquidas de rendas de outros investimentos somaram US$639 milhões em dezembro. No ano, os pagamentos líquidos de juros alcançaram US$14,1 bilhões, ante US$14,2 bilhões no ano anterior. As remessas totais líquidas de lucros e dividendos somaram US$26,5 bilhões, elevação de 1,8% na comparação com 2013.
No mês, as transferências unilaterais somaram ingressos líquidos de US$258 milhões, acumulando no ano US$1,9 bilhão, redução de 42,9% na comparação com 2013. O ingresso bruto referente à manutenção de residentes atingiu US$1,9 bilhão em 2014, situando-se 1,7% abaixo do resultado do ano anterior.
Os investimentos brasileiros diretos no exterior somaram, em dezembro, retornos líquidos de US$2,2 bilhões, acumulando retornos líquidos de US$3,5 bilhões em 2014, acréscimo de 1,3% ante 2013. Os retornos líquidos de investimento brasileiro direto em 2014 compreenderam US$19,6 bilhões em aquisições líquidas de participação no capital de empresas no exterior, e US$23,1 bilhões de ingressos líquidos na modalidade de empréstimos de intercompanhias.
Os investimentos estrangeiros diretos registraram ingressos líquidos de US$6,7 bilhões em dezembro. No ano, os fluxos líquidos de IED alcançaram US$62,5 bilhões, redução de 2,3% comparativamente ao resultado do ano anterior. Houve ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País, US$47,3 bilhões, e em empréstimos intercompanhias, US$15,2 bilhões, em 2014.
Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram saídas líquidas de US$9,5 bilhões, no mês, e ingressos líquidos de US$33,5 bilhões em 2014, comparativamente a US$34,7 bilhões, no ano anterior. Os investimentos estrangeiros em ações totalizaram saídas líquidas de US$601 milhões no mês e ingressos líquidos de US$11,5 bilhões no ano. No mercado doméstico, os investimentos de não residentes em títulos de renda fixa apresentaram saídas líquidas de US$8,5 bilhões no mês e ingressos líquidos de US$20,1 bilhões no ano. Os ingressos líquidos referentes a bônus da República acumularam US$2,5 bilhões em 2014. As notes ecommercial papers somaram saídas líquidas de US$409 milhões em dezembro e de US$1,1 bilhão no ano. A taxa de rolagem para papéis de médio e longo prazos, excetos bônus da República, totalizou 57% em dezembro e 90% em 2014. A redução do prazo de incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre captações externas, de 360 dias para 180 dias, favoreceu o ingresso líquido de US$457 milhões em títulos de curto prazo em 2014.
Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em retornos líquidos de US$222 milhões em dezembro e aplicações líquidas de US$44,9 bilhões no ano, compreendendo concessões líquidas de créditos comerciais e empréstimos, US$31,8 bilhões; redução de depósitos de bancos brasileiros no exterior, US$4,5 bilhões, e constituição de depósitos dos demais setores, US$17,4 bilhões.
Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$2 milhões em dezembro e de US$49,4 bilhões no ano. O crédito comercial de fornecedores registrou amortizações líquidas de US$203 milhões no mês, e desembolsos líquidos de US$11,5 bilhões no ano, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos de médio e longo prazos apresentaram ingressos líquidos de US$1,4 bilhão, em dezembro, e de US$19,3 bilhão no ano. A taxa de rolagem dos empréstimos diretos de médio e longo prazos somou 203% no mês e 191% em 2014. No ano, os empréstimos diretos e junto a organismos totalizaram ingressos líquidos de US$17,1 bilhões e de US$3,5 bilhões, respectivamente, enquanto os empréstimos de compradores e agências acumularam amortizações líquidas de US$1 bilhão e US$274 milhões, na ordem. Os ingressos líquidos de empréstimos de curto prazo atingiram US$1,1 bilhão no mês e US$21,6 bilhões no ano.
II - Reservas internacionais
As reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$374,1 bilhões em dezembro, redução de US$1,6 bilhão em relação ao mês anterior. No mês, as operações de linhas com compromisso de recompra somaram vendas de US$10,3 bilhões, elevando o estoque desses ativos para US$10,5 bilhões. A receita de remuneração das reservas atingiu US$237 milhões. As variações por preços reduziram o estoque em US$554 milhões, enquanto as variações por paridades provocaram diminuição de US$1,5 bilhão. No conceito caixa, o estoque de reservas totalizou US$363,6 bilhões em dezembro, redução de US$11,9 bilhões em relação ao mês anterior.
III - Dívida externa
A posição da dívida externa bruta estimada para dezembro totalizou US$347,6 bilhões, elevação de US$9,3 bilhões em relação ao montante apurado para setembro de 2014. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$293 bilhões, aumento de US$6 bilhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$54,6 bilhões, elevação de US$3,2 bilhões.
Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se os empréstimos tomados pelo setor bancário, US$3,1 bilhões, pelo setor não financeiro, US$1,7 bilhão, pelo governo, US$2,1 bilhões, e a redução provocada pela variação por paridades, US$1,9 bilhão. A variação da dívida externa de curto prazo no período é explicada por empréstimos de curto prazo tomados pelo setor não financeiro e financeiro, US$1,4 bilhão e US$1,9 bilhão, respectivamente.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
BNDES aprova 4 novos projetos e encerra 2014 com recorde de R$ 6,6 bi para parques eólicos
BNDES
· Em dezembro, Banco aprovou R$ 1,7 bilhão para 22 complexos em Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul
· Brasil está entre os cinco maiores investidores globais em energias renováveis
· Brasil está entre os cinco maiores investidores globais em energias renováveis
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrou o ano de 2014 com R$ 6,6 bilhões em aprovações para novos projetos de geração eólica, equivalentes a 2.585,8 MW de potência instalada, contribuindo para colocar o Brasil entre os cinco maiores investidores globais, tanto em energia eólica quanto em energia renovável de maneira geral.
O desempenho coloca o BNDES na liderança do financiamento ao setor. O valor representa um aumento de 83,3% em relação ao montante aprovado no ano anterior, de R$ 3,6 bilhões. Desde 2003, o apoio do Banco à geração eólica somou R$ 20 bilhões, correspondentes a 7.287,8 MW.
Além de ampliar a participação da energia limpa na matriz energética brasileira, os projetos contribuirão para reduzir insumos como gás natural e outros derivados do petróleo, diminuindo a emissão de gases de efeito estufa. As energias renováveis respondem, atualmente, por cerca de 80% da matriz elétrica brasileira, uma participação bem superior à média internacional, de 20%, e a dos países europeus, de pouco mais de 18%.
Os parques eólicos brasileiros trarão, ainda, efeitos econômicos positivos diretos e indiretos, como geração de emprego em regiões mais carentes, aumento da demanda por serviços e produtos nos municípios e nova fonte de renda para os pequenos proprietários em função do arrendamento das terras.
NOVAS APROVAÇÕES – Em dezembro de 2014, a diretoria do BNDES aprovou financiamento de R$ 1,7 bilhão para 22 parques eólicos, com capacidade instalada de 590,4 MW, em três Estados do Nordeste (Pernambuco, Piauí e RN) e no Rio Grande do Sul. Os projetos, todos com previsão de início de operação no primeiro semestre de 2015, são os seguintes:
Pernambuco – O apoio de R$ 580,8 milhões será destinado à construção de sete parques eólicos no Estado, com os respectivos sistemas de transmissão e investimentos sociais. Os parques, nos municípios de Paranatama, Pedra e Caetés, agreste pernambucano, terão potência instalada total de 181,9 MW, com 107 aerogeradores.
A Ventos de São Tomé Holding S/A detém 100% do capital das sete sociedades de propósito específico constituídas para implantar os sete parques — Santa Brígida I a VII — que compõem o Complexo Eólico Caetés. A holding, por sua vez, é controlada pela Casa dos Ventos. Os investimentos totais são de R$ 846,8 milhões.
Piauí – Financiamento de R$ 555 milhões para a construção de sete parques eólicos nos municípios de Marcolândia, Padre Marcos e Simões, com potência instalada total de 205,1 MW. Os recursos serão destinados à Chapada do Piauí Holding, controladora das sete sociedades de propósito específico criadas para construir e operar os parques Santa Joana IX a XIII e XV e XVI.
O complexo contará com 115 aerogeradores e investimentos totais de R$ 845 milhões, criando 1,2 mil empregos diretos e indiretos durantes as obras. A energia gerada foi comercializada no leilão de energia renovável realizado em agosto de 2013 e será conectada ao Sistema Interligado Nacional.
Rio Grande do Sul – O Complexo Eólico Chuí obteve financiamento de R$ 379,6 milhões para a construção de seis parques eólicos no município de Chuí, com potência instalada de 144 MW. Os recursos do Banco incluem linha de transmissão associada e projetos sociais na região. O valor total dos investimentos é de R$ 806 milhões, gerando 1,5 mil empregos diretos e indiretos e incluindo a compra de 72 aerogeradores.
Rio Grande do Norte – O BNDES financiará R$ 154,6 milhões para a implantação de duas centrais eólicas, Santa Helena e Santa Maria, no município de João Câmara. Os parques, controlados pela Santa Helena Energias Renováveis e Santa Maria Energias Renováveis, terão 59,4 MW de capacidade instalada total, com 22 aerogeradores, e os recursos do Banco incluem investimentos nos respectivos sistemas de transmissão e em projetos sociais na região. O valor total do investimento é de R$ 234,78 milhões.
Mais Médicos ampliará número de profissionais e chegará a mais municípios
REDE BRASIL ATUAL
Ministério da Saúde publica amanhã (16) edital com a ampliação do programa
São Paulo – O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou na tarde de hoje (15) a ampliação do programa Mais Médicos. De acordo com o edital, que será publicado amanhã no Diário Oficial da União, o programa pretende aumentar a quantidade de médicos nos municípios já atendidos e também chegar àqueles que não aderiram no início. No total, o ministério espera beneficiar 1.500 localidades, sendo 424 que, por quaisquer razões, optaram por não solicitar profissionais por meio do governo federal. Um dos principais motivos é que, durante a implementação, essas prefeituras não tinham condições de custear a moradia dos médicos.
A partir de amanhã, poderão se inscrever municípios com alta vulnerabilidade social, que tenham 20% de sua população em extrema pobreza, baixo Índice de Desenvolvimento Humano. É o caso de cidades localizadas nas regiões mais isoladas do interior do país, em bolsões de pobreza, como os vales do Jequitinhonha (MG) e Ribeira (SP), e áreas vulneráveis nas periferias das grandes cidades.
Atualmente, 14.462 médicos atuam na atenção básica do Sistema Único de Saúde, que atendem a 50 milhões de pessoas em praticamente todos os estados. Desse total, 11.429 são cubanos, trazidos por um acordo de cooperação internacional entre Brasil e Cuba com aval da Organização Pan Americana de Saúde. Os outros 1.187 são brasileiros formados em universidades brasileiras ou no exterior.
Outra novidade é a incorporação do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) pelo Mais Médicos.
Originalmente, pelo Provab o médico profissional trabalhava durante 12 meses em diversos postos pelo país, supervisionados por uma instituição de ensino, desde que participasse de curso de especialização em atenção básica. No término do prazo, o profissional deixava a comunidade mesmo que tivesse o desejo de permanecer.
Com a mudança, o médico poderá ficar por mais dois anos, só que em local de maior vulnerabilidade social, determinado pelo governo, nos moldes do Mais Médicos. Ou ficar por apenas um ano e ganhar 10% de bônus na nota de uma eventual prova de residência, como no Provab, sem a bolsa de R$ 10 mil, o auxílio-moradia e auxílio-alimentação.
A cada trimestre, será lançado novo edital para preencher vagas que possam surgir nos municípios. "A ideia é que as vagas sejam preenchidas o quanto antes, sem ter de esperar por seis meses", explicou o ministro. "Ação busca o fortalecimento e a qualificação da atenção básica no país", afirma o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
De acordo com o ministro, a ampliação visa ainda ao fortalecimento e aprimoramento do atendimento à atenção básica, fundamental para a implementação do chamado Mais Especialidades, que a presidenta Dilma Rousseff prometeu durante sua campanha à reeleição.
CPMF
Arthur Chioro negou que defenda a volta da CPMF, conforme destacou em manchete o jornal O Estado de S. Paulo em edição do último dia 7. Provocado por uma jornalista, que o questionou sobre a garantia de que os recursos fossem mesmo aplicados no SUS, ele respondeu: "Se for lida a íntegra da reportagem, e não apenas o título, fica claro que não defendo a volta da CPMF".
Na entrevista, o ministro defendeu uma discussão, pela sociedade e pelo Congresso, sobre criação de fontes para financiar o setor, que teve queda em seu orçamento com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, em 2007.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Pesquisas testam uso de microalgas para reduzir emissões
MCTI
Projeto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte trabalha com o cultivo desses organismos para tratamento da água de produção de petróleo.
por Ascom do MCTI
Pesquisadores em várias regiões do país buscam alternativas para aproveitar o potencial das microalgas. Além da possibilidade de produção de biodiesel, uma das vertentes consideradas promissoras – em tempos de mudanças climáticas e de previsões de progressivo aquecimento global –, é o cultivo associado a tecnologias que permitam a redução de gases de efeito estufa, diante da capacidade das microalgas de assimilarem o dióxido de carbono (CO2) do ar. Pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por exemplo, trabalham com a reprodução desses organismos em água de produção de petróleo.
"Para nós é um resíduo poluente, mas para as microalgas um ótimo meio para o seu crescimento, o que possibilita gerar energia limpa no processo e contribui para o tratamento e a recuperação da água", explica a coordenadora do Laboratório de Investigação de Matrizes Vegetais Energéticas, Juliana Lichston, que conduziu o projeto de pesquisa até novembro de 2012.
A pesquisadora conta que a iniciativa faz parte de um projeto mais amplo para produção de biodiesel a partir de microalgas, iniciado em novembro de 2009, que culminou, em abril de 2012, com a inauguração da primeira planta piloto do Brasil, patrocinada pela Petrobras. A planta piloto localiza-se em Extremoz, no Centro Tecnológico de Aquicultura da UFRN, e visa, de forma prática, constatar o potencial de produção de biomassa algal em grande escala e a qualidade do óleo extraído para conversão deste em biodiesel.
"Os resultados obtidos com a pesquisa UFRN-Petrobras são bastante promissores, o desafio é aliar os resultados científicos ao mercado nacional viabilizando a produção industrial biocombustível", ressalta Juliana. "Essa produção numa escala industrial poderá alavancar a produção nacional de biodiesel apresentando várias vantagens ambientais e econômicas", reforça.
Projeto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte trabalha com o cultivo desses organismos para tratamento da água de produção de petróleo.
por Ascom do MCTI
Pesquisadores em várias regiões do país buscam alternativas para aproveitar o potencial das microalgas. Além da possibilidade de produção de biodiesel, uma das vertentes consideradas promissoras – em tempos de mudanças climáticas e de previsões de progressivo aquecimento global –, é o cultivo associado a tecnologias que permitam a redução de gases de efeito estufa, diante da capacidade das microalgas de assimilarem o dióxido de carbono (CO2) do ar. Pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por exemplo, trabalham com a reprodução desses organismos em água de produção de petróleo.
"Para nós é um resíduo poluente, mas para as microalgas um ótimo meio para o seu crescimento, o que possibilita gerar energia limpa no processo e contribui para o tratamento e a recuperação da água", explica a coordenadora do Laboratório de Investigação de Matrizes Vegetais Energéticas, Juliana Lichston, que conduziu o projeto de pesquisa até novembro de 2012.
A pesquisadora conta que a iniciativa faz parte de um projeto mais amplo para produção de biodiesel a partir de microalgas, iniciado em novembro de 2009, que culminou, em abril de 2012, com a inauguração da primeira planta piloto do Brasil, patrocinada pela Petrobras. A planta piloto localiza-se em Extremoz, no Centro Tecnológico de Aquicultura da UFRN, e visa, de forma prática, constatar o potencial de produção de biomassa algal em grande escala e a qualidade do óleo extraído para conversão deste em biodiesel.
"Os resultados obtidos com a pesquisa UFRN-Petrobras são bastante promissores, o desafio é aliar os resultados científicos ao mercado nacional viabilizando a produção industrial biocombustível", ressalta Juliana. "Essa produção numa escala industrial poderá alavancar a produção nacional de biodiesel apresentando várias vantagens ambientais e econômicas", reforça.
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