terça-feira, 29 de setembro de 2015

Equipamento inovador é capaz de detectar e tratar câncer da pele


FINEP



Maior órgão do corpo humano, a pele é também a parte mais exposta. Com o sol e o tempo, diversos problemas de saúde podem aparecer, como o câncer da pele. Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) apontam uma estimativa total de 576.580 novos casos de câncer no Brasil em 2015, e o câncer da pele aparece como o de maior incidência, com cerca de 188 mil novos casos (Melanoma e não Melanoma) estimados durante este ano. Quando detectada precocemente, contudo, a doença apresenta altos índices de cura. E um equipamento totalmente nacional apoiado pela Finep ajuda o Brasil a lidar com essa enfermidade.
Desenvolvido pela MMOptcis em parceria com o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), o Lince é um sistema inovador capaz de avaliar e tratar a doença no mesmo dia, evitando mutilações e procedimentos dolorosos. Único no mundo com duplo sistema na mesma plataforma, que permite o diagnóstico e o tratamento de câncer no mesmo equipamento, o Lince, que contou com R$ 2,3 milhões da Finep, utiliza a terapia fotodinâmica (TFD) para o tratamento do câncer de pele e fluorescência para evidenciar lesões. Disponível no mercado a um custo médio de R$ 13 mil, o aparelho já foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O processo é composto por duas fases – fonte de luz e o medicamento – e pode acontecer no próprio consultório médico. A fonte de luz contida no equipamento emprega elementos LEDs como emissores, tanto para o tratamento quanto para evidenciar a extensão do câncer. Um conjunto óptico de fonte de luz LED ultravioleta reconhece as lesões tumorais por meio da fluorescência óptica. O tratamento pode começar poucas horas depois de diagnosticada a doença. É aplicada no paciente uma espécie de pomada específica que reage com a fonte de luz LED vermelha de alta potência, gerando uma fotorreação que levará as células cancerígenas à morte.
Sobre a MMOptics
Criada em São Carlos em 1998, a MMOptics desenvolve equipamentos para a área da saúde. A base da inovação tecnológica aplicada pela empresa é agregar a ciência biofotônica à óptica-eletrônica. Os aparelhos a base de lasers e LED podem ser aplicados na medicina (tratamentos oncológicos), odontologia, fisioterapia, acupuntura, veterinária e estética.

domingo, 20 de setembro de 2015

Sala de aula do amanhã: onde a inclusão tem vez

FAPERJ


Cátia (primeira à esq.) instrui os alunos de pedagogia nos
recursos da 
Sala de Aula do Amanhã (Fotos: Divulgação)

Danielle Kiffer

Para muitos, a sala de aula futuro pode ser descrita como um local de ensino equipado aparatos tecnológicos de última geração e mobiliário com design arrojado. A professora e fonoaudióloga Cátia Crivelenti de Figueiredo Walter vê a sala de aula do futuro com outros olhos. Para essa professora de educação especial da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Educação (ProPed) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a sala de aula do futuro é o espaço onde acontece a inclusão. Com o projeto Sala de Aula do Amanhã: Formação Inicial e Continuada de Professores em Tecnologias Assistivas, Cátia e equipe montaram um projeto em que ensinam a futuros formandos em pedagogia as principais ferramentas e conhecimentos para integrar crianças com necessidades especiais a classes de escolas comuns na rede regular de ensino. “O objetivo é, aos poucos, eliminar o discurso dos professores que se dizem despreparados para receber alunos com deficiência. É tarefa do educador ensinar a qualquer estudante. A educação não pode e nem deve ser um instrumento de exclusão”, diz a pedagoga

Em espaço cedido pela Uerj e adaptado com recursos da FAPERJ por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologias Assistivas, ela criou a Sala de Aula do Amanhã. Com lugar para 40 alunos, tecnologia assistiva (TA), o ambiente dispõe de recursos para proporcionar ou ampliar a autonomia de pessoas deficientes: computadores com teclados especiais para aqueles com dificuldade motora e softwares que ajudam usuários com dificuldade de visão e auditiva; mesas adaptadas para cadeirantes, impressoras, material didático e pranchas de comunicação alternativa – ferramentas para que as pessoas que não conseguem falar possam se expressar –, que facilitem a inclusão de crianças e adolescentes com deficiência às turmas de escolas regulares.

Durante as aulas, que têm duração de quatro semestres, os graduandos em Pedagogia aprendem, primeiro, as aptidões e as dificuldades de cada deficiência específica, e também como estimular o aluno e integrá-lo às aulas. “Com esse conhecimento, os futuros profissionais poderão reconhecer as dificuldades que determinada criança e adolescente apresentam, diminuindo a barreira da comunicação e investindo no que esses estudantes têm de melhor”, afirma Cátia.

Um exemplo citado pela fonoaudióloga são as crianças com paralisia cerebral, que geralmente apresentam dificuldades motoras e de fala, mas têm sua capacidade de compreensão preservada. “Muitos profissionais despreparados, que não conhecem as limitações e a capacidade intelectual de cada caso, podem acabar desestimulando a criança e aumentando a barreira existente para que esses estudantes especiais se integrem às aulas”, explica.

Por isso, entre outras coisas, os professores aprendem a desenvolver as pranchas de comunicação alternativa, que podem ser feitas de papel ou madeira, ou simplesmente utilizar um tablet, vocalizadores e celulares. Basta um pedaço de papelão e as letras do alfabeto desenhadas ou impressas em papel plastificado, papelão ou outro material. No mesmo tipo de material, também podem ser escritas mensagens ou desenhados símbolos. São os chamados cartões de comunicação. Sobre o papelão, a criança ou adolescente junta com os dedos as letras disponibilizadas para formar palavras, no caso do alfabeto, ou formar a mensagem desejada, utilizando as imagens.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Coppe inaugura mais avançado núcleo de microscopia eletrônica do país


PLANETA COPPE



A Coppe/UFRJ inaugura, no próximo dia 14 de setembro, o seu Núcleo de Microscopia Eletrônica, o mais avançado laboratório do Brasil destinado à caracterização de materiais de engenharia e bioengenharia. A cerimônia terá início, às 14 horas, na sala do Conselho de Coordenação da Coppe, no Centro de Tecnologia 2 (CT 2), Cidade Universitária. Em seguida, será realizada visita às instalações do Núcleo.
O novo laboratório reúne equipamentos de última geração, como microscópios eletrônicos de transmissão e de varredura, com resolução atômica, que são capazes de mapear a composição química dos materiais, identificando o átomo e sua posição relativa, e de efetuar a reconstrução tridimensional de fases e precipitados. Os equipamentos possibilitam estudar materiais em escala nanométrica (1milímetro dividido por 1 milhão).
“Um importante diferencial do laboratório é sua capacidade de realizar esse mapeamento em alta velocidade, devido à configuração do microscópio de transmissão, que possui quatro detectores de raios X inseridos em sua coluna. Uma análise que antes era feita em seis horas poderá ser realizada em alguns minutos”, explica Luiz Henrique de Almeida, professor da Coppe e coordenador do Núcleo.
Para que os resultados dos ensaios sejam precisos e não sofram interferências do ambiente externo, eles foram instalados sobre blocos inerciais de 54 e 80 toneladas completamente independentes da estrutura do prédio, que possui 205 metros quadrados. Estes blocos pesadíssimos garantem que mesmo vibrações externas mínimas de alta ou de baixa frequência não afetem os microscópios. Além disso, para garantir a estabilidade térmica do ambiente as salas tiveram um tratamento de isolamento térmico especial e foi instalado um sistema de ar condicionado, com estabilidade de 0,2ºC/h e baixa velocidade de sopro.
Ao todo, foram investidos R$ 7,3 milhões na aquisição dos equipamentos e na construção do prédio do Núcleo, que fica em uma área anexa ao Bloco I da Coppe, no Centro de Tecnologia (CT), Cidade Universitária. Já está prevista uma segunda fase, na qual será erguido um prédio anexo, estruturalmente independente, que abrigará laboratórios de preparação de amostras, sala de computadores para acesso remoto e secretaria.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Brasil tem novo supercomputador na lista dos Top 500


CONVERGÊNCIA DIGITAL





Luís Osvaldo Grossmann

Começa a funcionar para valer este mês o novo supercomputador brasileiro, instalado na sede do Laboratório Nacional de Computação Científica, na Quitandinha, em Petrópolis-RJ. Batizado de Santos Dumont, ele ocupa 84 metros quadrados e consome R$ 450 mil em eletricidade por mês. E leva o Brasil ao mundo medido em petaflops.
“Era um grande sonho da comunidade científica brasileira, que abre espaço para uma série de desenvolvimentos que exigem performance mais alta. Antes dele ou o pesquisador tinha que pensar pequeno, adaptar seu projeto à capacidade, ou fazer acordos no exterior, o que implica em dividir uma patente, por exemplo”, diz o diretor do LNCC, Pedro Leite Dias.
A fase de testes começou ainda em abril deste ano, quando a máquina encomendada à francesa Atos/Bull ficou pronta. Elas são, na prática, três núcleos distintos com diferentes focos de aplicação à disposição do Sinapad, o Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho que fornece capacidade computacional a universidades e institutos de pesquisa interligados a 100 Gbps.
Por isso o Santos Dumont já está na lista dos 500 maiores supercomputadores do planeta (top500.org), divulgada duas vezes por ano. Liderada pelo chinês Tiahne 2 e seus 33 petaflops, a lista é dominada por equipamentos dos EUA (233 deles), mas onde figuram bem japoneses, europeus, russos e chineses. Em toda a América Latina são sete supercomputadores –  e seis deles ficam no Brasil.
O Santos Dumont responde pelos três deles (148º, 178º e 208º. Outro é o Cimatec Yemoja, no Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia do Senai de Salvador (165º), seguido pelo Grifo04, da Petrobras (um Itautec em 285º), pelo Cray do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (347 ). O sétimo supercomputador em terras latinas é o Abacus I, no México (255º).
A mudança é grande. Até aqui, o Sinapad e seus nove centros (UFRGS, Unicamp, UFRJ, UFMG, UFPE, UFCE, INPA e INPE, além do LNCC) reuniam 168 teraflops de pico de capacidade. O mais robusto entre eles também ficava no LNCC e rodava a 60 teraflops. Com capacidade de processamento de até 1 petaflop, o Santos Dumont é até 25 vezes mais rápido.
O projeto original era ainda maior. Pensado a partir de projeções de demandas do Sinapad, ele seria uma supermáquina de R$ 126 milhões – mas o dinheiro sumiu nos cortes orçamentários ainda de 2014. Quando voltou a aparecer, eram R$ 60 milhões. “O Santos Dumont não chegará ao que foi planejado lá atrás, mas é escalável para ter a capacidade ampliada em 40%”, conta o diretor do LNCC.
Ainda assim, o reforço fará diferença especialmente para três grandes aplicações que demandam muita capacidade computacional: modelagem molecular (para desenvolvimento de fármacos), engenharia aplicada à energia (sismografia do pré-sal, mas também em engenharia de materiais) e meteorologia de alta resolução.
Mas não só eles. Para o LNCC, o Santos Dumont também será muito usado em nanotecnologia, química, física, astronomia, meteorologia, oceanografia e geofísica,  e a própria computação (leia-se, big data). Na biologia, além dos fármacos há aplicações já existentes por sinal, como em medicina assistida por computação com aplicativos de treinamento de cirurgiões em técnicas de recomposição de aneurismas cerebrais. 



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Conheça o Aurora, navegador brasileiro que tem comparador de preços embutido


OLHAR DIGITAL

De olho em quem costuma realizar compras na internet com frequência, os empreendedores Zhen Zhang e Rafael Costa desenvolveram o Aurora Browser. O navegador, anunciado nesta segunda-feira, pode ser uma opção interessante para ajudar a encontrar bons preços, já que conta com um comparador embutido no software. Ao pesquisar um produto, o usuário consegue verificar o preço nas lojas concorrentes sem precisar entrar em outros sites.


O browser também promete uma navegação rápida e prática. De acordo com a desenvolvedora, o Aurora utiliza 1/10 da memória RAM que o Google Chrome usa e ocupa 2 MB do disco rígido.


O navegador conta ainda com um adblocker embutido, permitindo desativar anúncios publicitários em sites, um recurso que "destaca" um vídeo enquanto o usuário navega por outras abas, tradutor automático de páginas em outros idiomas e controle de volume de cada aba aberta.

Quem se interessou pode baixar o Aurora Browser em inglês e português pelo siteaurorabrowser.com.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Celular é usado por 82% das crianças e adolescentes para acessar a internet


REDE BRASIL ATUAL


Em 2013, o percentual de crianças e adolescentes que acessava à internet pelo celular era 53%, e pelo computador, 71%

por Daniel Mello, da Agência Brasil publicado 28/07/2015 15:40


Brasília – O celular superou os computadores de mesa e passou a ser o aparelho mais usado por crianças e adolescentes para acessar internet. Pesquisa divulgada hoje (28) pelo Comitê Gestor da Internet (CGI) indicou que 82% dos jovens acessam a rede por telefones móveis, enquanto 56% navegam em dispositivos fixos. Os dados foram coletados a partir de 2,1 mil entrevistas domiciliares com jovens entre 9 e 17 anos, feitas em 2014.
Em 2013, o percentual de crianças e adolescentes que acessava à internet pelo celular era 53%, e pelo computador, 71%. Também cresceu significativamente o índice de jovens que acessam a rede por tablets, de 16%, em 2013, para 32%, em 2014. O estudo mostrou ainda que 81% da população dentro da faixa etária analisada acessa a internet todos os dias. Em 2013, o percentual era 63%.
A maior motivação dos jovens para usar a rede é entrar nas redes sociais (73%), buscar informações para trabalhos escolares (68%) e pesquisas de interesse pessoal (67%). Outro uso importante é o de aplicativos de mensagens instantâneas (64%). Em seguida vêm atividades recreativas como ouvir música (50%) e assistir vídeos (48%).
Apesar do aumento da navegação, as habilidades relacionadas ao uso da rede não cresceram na mesma proporção. Na faixa de 11 a 17 anos, 64% disseram que sabem bloquear as mensagens enviadas por uma pessoa indesejada. Em 2013, o índice era 55%. O percentual de jovens que sabem mudar as configurações de privacidade nos perfis das redes sociais, escolhendo que informações deixar públicas, caiu de 58% para 56%. O número de adolescentes que sabem comparar informações de páginas diferentes para checar a veracidade dos dados subiu de 42% para 46%.
A migração para o acesso por outros dispositivos indica também mudanças de hábito, como explica a oficial do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) Gabriela Mora. “Os adolescentes estão usando a internet de uma forma cada vez mais individualizada. E uma das características também é essa busca por autonomia. É importante respeitar isso”, destacou.
Junto com a pesquisa, o Unicef lançou a campanha Internet Sem Vacilo, que busca conscientizar sobre os riscos e comportamentos problemáticos na internet. “Então, a campanha provoca muito mais no sentido de estabelecer diálogos do que controle. Mais do que trabalhar com uma supervisão ou restringir o que o adolescente acessa”, acrescenta Gabriela sobre as peças publicitárias estreladas por apresentadores de canais com apelo entre o público jovem no Youtube.
A busca por privacidade e independência é, na avaliação de Gabriela, uma característica normal da idade. “Isso faz parte da própria constituição do sujeito que está ali construindo a sua identidade, criando laços com pessoas que estão fora do círculo familiar. A adolescência é isso, essencialmente”, ressaltou.
Por isso, é importante que os pais e as escolas discutam a relação dos jovens com a rede, ressalta o pesquisador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic) Fábio Senne. Segundo ele, os estudos têm mostrado que uma visão mais participativa tem sido mais efetiva do que impedir que as crianças façam acesso. As crianças devem acessar a internet, devem exercer a sua liberdade de expressão e seus pontos de vista na rede, no seu entender, mas a conversa e a mediação sobre o uso que está sendo feito são fundamentais
.

Brasil recebe navio hidroceanográfico que permitirá avanços na área de pesquisa


MINISTÉRIO DA DEFESA


Niterói (RJ), 23/07/2015 – O ministro da Defesa, Jaques Wagner, acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Aldo Rabelo, participou nesta quinta-feira (23), da cerimônia de entrega do Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo). A embarcação assegura avanços em estudos científicos em áreas oceânicas estratégicas do Atlântico Sul.
Durante a cerimônia, Jaques Wagner disse que apostar na tecnologia, pesquisa e inovação oceanográfica aumenta o poder e a soberania do país. "É a aplicação da tecnologia e do conhecimento do mar na defesa nacional", destacou o ministro que reconhece o ganho inestimável para o setor.
Parceria público-privado
Adquirido em 2013 por aproximadamente R$ 162 milhões, o navio é fruto do acordo de cooperação firmado entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Marinha do Brasil (MB) e as empresas Petrobras e Vale.
O MD, o MCTI e a Marinha do Brasil investiram R$ 27 milhões cada. A Vale e a Petrobras aportaram, respectivamente, R$ 70 milhões e R$ 38 milhões.
O Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô (ROV – sigla em inglês) com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade. Acompanhado do ministro Aldo Rebelo, Jaques Wagner percorreu os cinco laboratórios do navio e conheceu o equipamento.
“O navio impulsiona nosso poder de dissuasão porque trabalha com oceanografia física que mede a temperatura da superfície do mar, qualidade e suas propriedades, facilitando, por exemplo, missões com submarinos”, acrescentou Wagner.
A embarcação também pode realizar pesquisas de busca de nódulos metálicos no fundo do mar, além da localização de petróleo e gás em superfícies inferiores, como na camada do pré-sal e da exploração de recursos minerais em águas profundas.
Uso dual
O navio tem uso dual e permite assegurar a proteção das riquezas das jurisdições marítimas pertencentes ao Brasil. Pode ser utilizado em diversos setores, como na pesca, meteorologia, exploração de recursos minerais e preservação do meio ambiente.
O comandante da Marinha Leal Ferreira reforçou a importância do navio para a Força e comunidade científica. ”O Vital de Oliveira irá atuar em áreas oceânicas estratégicas ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial”, ressaltou. Com 28 equipamentos científicos, o navio possui maior capacidade de pesquisas e exploração das riquezas da Amazônia Azul.
Ao conhecer o grupo de pesquisadores já embarcados no navio, o ministro da Defesa cumprimentou o chefe dos pesquisadores, professor Moacir Araújo, e pediu que os estudos fossem aplicados no cotidiano e na economia. "É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes", afirmou Wagner.
Acompanharam a visita dos ministros, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira; o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Carlos Nobre; o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Jailson Andrade; o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Leonel Perondi; o diretor de Transporte da Transpetro (Petrobras), Nilson Ferreira Nunes Filho; o diretor de Tecnologia e Inovação da Vale, Luiz Mello, entre outras autoridades e oficiais.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3212-4071

sábado, 25 de julho de 2015

Ciência Sem Fronteiras terá mais de 70 mil egressos até o fim deste ano


JORNAL DA CIÊNCIA

Maioria dos bolsistas pertence à graduação, é da área de engenharias, e elege os Estados Unidos como destino prioritário

 Mesa-Redonda “Avaliação do Programa Ciência sem Fronteiras” aconteceu no dia 16/07. Foto: Jardel Rodrigues/SBPC

Até o final deste ano, retornarão ao Brasil 32.681 alunos egressos do programa Ciências Sem Fronteiras. Em 2014, o total de egressos chegou a 40.298. Este ano mais 14.050 terão partido para o exterior, desde junho. Os números fazem parte de uma avaliação da Primeira Etapa do Programa feita pela Capes e pelo CNPq. Esses resultados foram apresentados durante a 67ª Reunião Anual da SBPC, realizada em São Carlos (SP), entre 12 e 18 de julho.
A maioria dos alunos matriculados no CsF (32,7%) elege as universidades dos Estados Unidos como destino prioritário. As instituições do Reino Unido aparecem em segundo lugar, são eleitas por 11,4% dos bolsistas. Em terceiro lugar, estão as universidades do Canadá, preferência de 8% dos bolsistas.
A maior parte dos estudantes são da graduação (78%). Os alunos de doutorado sanduíche representam 9%; os de pós-doutorado, 6%; os de doutorado pleno, 3%. Entre os contemplados pelo programa, 2% são professores visitantes, e os representantes do mestrado profissional e jovens talentos correspondem a 1%, cada grupo.
Entre a divisão por áreas, a maioria (45,1%) é estudante de cursos de engenharias e áreas tecnológicas. Em segundo lugar, vêm os estudantes de biologia, ciências biomédicas e da saúde, somando 18,3%. Os alunos da indústria criativa (8,4%) ocupam o terceiro lugar do ranking. Um pouco abaixo, com 8,3% do total, aparecem os estudantes de ciências exatas e da Terra, 8,3%. Na quinta posição, vêm os que estudam computação e tecnologia da informação.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Defesa contribui para a expansão das comunicações na Amazônia


Ministério da Defesa

Defesa contribui para a expansão das comunicações na Amazônia


Manaus (AM), 16/07/2015
 – O maior programa de expansão das comunicações na Amazônia Ocidental foi lançado nesta quinta-feira (16), em Manaus. O programa Amazônia Conectada, coordenado pelo Ministério da Defesa, consiste na construção de uma rede de cabos subfluviais ópticos utilizando-se dos leitos dos principais rios da bacia amazônica.
O objetivo é levar serviços de internet de alta velocidade, telemedicina, telesaúde, ensino à distância, entre outros, para populações ribeirinha e indígena, escolas, organizações militares e órgãos públicos.
Para o ministro da Defesa, Jaques Wagner, a inauguração do primeiro trecho do Amazônia Conectada representa também a capacidade do povo brasileiro em apresentar soluções inovadoras. “O programa possibilita a integração da região e vai trazer mais dignidade e resgate do povo amazônico”, destacou.
Ainda de acordo com o ministro Wagner, o programa traz segurança para as informações das Forças Armadas e proteção das fronteiras. “O programa vai dar mais capacidade de monitorar a região, com tráfego de informações seguro e veloz”, acrescentou.
O ministro ainda anunciou a implantação do segundo trecho de 200 km, de Coari a Tefé, com investimentos de R$ 15 milhões. Orçado inicialmente em R$ 1 bilhão, o custo total do programa deve ser reduzido na ordem de R$ 500 milhões, com previsão de conclusão em três anos.
O coordenador do Amazônia Conectada - que foi concebido inicialmente pelo Exército – e chefe do Centro Integrado de Telemática do Exército, general Decílio de Medeiros Sales, fez uma apresentação do programa, destacando os benefícios e a tecnologia empregada.
Para a Defesa, o projeto contribui para melhorias nas comunicações militares na fronteira com a finalidade de proteger o território nacional. Por suas características de inovação e abrangência, trata-se de um projeto dual (aplicação militar e civil) e que representa um marco histórico nas comunicações do país.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O filtro mais eficiente do planeta é brasileiro


Arquitetura Sustentável





Os mais jovens podem nem se lembrar de como é beber um copo de água de um “filtro de barro”, muito menos de como é enchê-lo novamente e aguardar a sua lenta filtragem. Mas com a crescente preocupação com saúde e meio ambiente, esse velho objeto pode retornar a muitas casas.
Segundo estudos divulgados no livro The Drinks Water Book, os filtros cerâmicos brasileiros alcançam índices de eficiência de 95% quanto à retenção de cloro, pesticidas, ferro, chumbo e alumínio, além de Criptosporidiose, parasita transmissor de doenças ao ser humano. Isso se deve a filtragem por gravidade, na qual a água é colocada no compartimento superior, passa pelo filtro e pinga no compartimento inferior pronta para o consumo. Por conta da baixa pressão exercida pelo fluxo de água e o tempo de filtragem maior, ele garante que sedimentos e micro-organismos não cheguem ao compartimento de consumo ao contrário dos equipamentos de forte pressão que recebem água diretamente da torneira ou da tubulação.
Por conta do estilo de vida mais prático e a estética e tecnologias dos novos equipamentos, os filtros cerâmicos acabaram perdendo espaço e praticamente não são vistos nos ambientes urbanos. Contudo, o produto tipicamente brasileiro ainda está disponível no mercado.
Uma dica importante: caso você se interesse pela utilização de um filtro de barro em sua casa fique atento ao modelo e verifique se o produto realmente cumpre o que promete.

sábado, 20 de junho de 2015

Desembolsos do BNDES atingem R$ 54,8 bi até maio


BNDES

19/06/2015
• Exclusivo para micro, pequenas e médias empresas, Cartão BNDES empresta 15% mais do que nos cinco primeiros meses de 2014

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 54,8 bilhões entre janeiro e maio deste ano, com queda de 20% na comparação com o mesmo período de 2014. O setor de infraestrutura, com R$ 20,4 bilhões, respondeu por 37,2% desse total, seguido pela indústria, com R$ 16,3 bilhões e participação de 30%.

Na infraestrutura, o principal destaque foi o crescimento importante nas liberações para energia elétrica, que aumentaram 70%, para R$ 8 bilhões, nos cinco primeiros meses do ano. Também cresceram 74% os desembolsos para a rubrica “outros transportes”, que engloba investimentos em mobilidade urbana, atingindo R$ 3,4 bilhões. Estes projetos, por seu caráter estruturante, têm mostrado maior fôlego no conjunto dos investimentos de infraestrutura apoiados pelo Banco.

Às micro, pequenas e médias empresas, o BNDES desembolsou R$ 16 bilhões até maio último, respondendo por 29,2% das liberações totais. O resultado foi puxado pelo Cartão BNDES, cujas liberações somaram R$ 4,8 bilhões, com alta de 14,9% em relação à igual período de 2014. Neste ano, foram realizadas 293 mil operações com o Cartão BNDES, com incremento de 6,4%.

As alterações no Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI) — que conta, este ano, com taxas de juros mais elevadas, embora ainda bastante competitivas — também tiveram impacto sobre os resultados do BNDES. Os desembolsos do PSI somaram R$ 16,3 bilhões até maio passado, registrando queda de 43% na comparação com janeiro/maio de 2014.

As consultas, no montante de R$ 53,5 bilhões, e as aprovações, de R$ 34,7 bilhões, também apresentaram retração nos primeiros cinco meses do ano (39% e 47%, respectivamente). 


Pesquisadores brasileiros desenvolvem microchip para o LHC


AGÊNCIA FAPESP

Por Elton Alisson




Pesquisadores do Instituto de Física (IF) e da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estão desenvolvendo um microchip para ser usado em um dos experimentos do maior acelerador de partículas do mundo: o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça.
A segunda versão do protótipo do chip, desenvolvido no âmbito do “Projeto de um Asic de aquisição e processamento digital de sinais para o Time Projection Chamber do Experimento ALICE”, apoiado pela FAPESP, deverá ser concluída no próximo mês de julho.
“A ideia é que essa segunda versão do protótipo do chip seja testada em setembro e, se tudo der certo, a produção seja iniciada em 2016”, disse Marcelo Gameiro Munhoz, professor do IF-USP e participante do projeto, à Agência FAPESP.
De acordo com o professor, o chip, batizado como Sampa, será usado no ALICE (sigla de A Large Ion Collider Experiment) – um dos quatro grandes experimentos do LHC, que envolve cerca de 1,3 mil cientistas de mais de 30 instituições de pesquisas ao redor do mundo, incluindo o IF-USP.
O experimento deverá passar nos próximos anos por um processo de atualização com o objetivo de estudar fenômenos mais raros a partir de partículas produzidas em colisões de íons pesados a partir de 2020, quando será aumentada a taxa de produção de colisões no LHC de 500 hertz (Hz) para cerca de 50 quilohertz (kHz).
“O LHC interrompeu as atividades em 2013 e está retomando-as agora para aumentar a energia no centro de massa do colisor [de entre 7 e 8 teraelétrons-volts (TeV) para 13 TeV]”, explicou Munhoz.
“Entre 2018 e 2019 está prevista uma nova paralisação para aumentar a taxa de colisão do acelerador. Para isso, o ALICE também precisa passar por um processo de atualização porque o atual sistema de detecção do experimento não conseguirá funcionar com o aumento da taxa de colisões”, afirmou.
Segundo o professor, uma das mudanças que deverão ser feitas no ALICE nos próximos anos é nos dispositivos microeletrônicos – os chips – integrados a dois dos detectores usados pelo experimento: o TPC (sigla de Time Projection Chamber) – o principal sistema de reconstrução de trajetórias das partículas do experimento – e o Muon Chamber – um detector frontal de múons (partículas parecidas com elétrons, mas 200 vezes mais pesadas).
A fim de conseguir detectar o alto número de colisões de íons pesados que serão geradas no LHC a partir de 2020, os chips conectados ao TPC e ao Muon Chamber precisarão funcionar continuamente, sem usar o chamado trigger ou gatilho, em português – sistema utilizado para identificar os eventos em um detector de partículas que devem ser gravados para análise posterior.
“O trigger dispara um sinal de que houve uma colisão de partículas no detector e, normalmente, os chips conectados ao TPC e ao Muon Chamber só começam a processar e armazenar dados quando chega esse sinal”, explicou Munhoz.
“Com o aumento da taxa de colisões, os chips precisarão passar a adquirir dados de forma contínua, sem precisar de um gatilho que indique quando devem começar a operar”, afirmou

terça-feira, 9 de junho de 2015

Programa da Petrobras reduziu queima de gás em 60% nos últimos 6 anos


ADMINISTRADORES.COM



Programa implementado pela empresa contribuiu com recorde de aproveitamento de gás de 96,5% alcançado em fevereiro deste ano


O Brasil é atualmente um dos países que melhor aproveita sua produção de gás natural. Com a expressiva redução da queima de gás em plataformas, a Petrobras atingiu em fevereiro de 2015 a marca histórica de utilização de 96,5% de gás nas atividades de exploração e produção, considerando a produção total nos campos operados pela companhia.
O Programa de Otimização do Aproveitamento de Gás da Petrobras (POAG), em andamento desde 2010 nas unidades de operações da área de Exploração e Produção da região Sul-Sudeste, contribuiu decisivamente para o recorde. A iniciativa foi tema da palestra “A redução da queima de gás na Petrobras” (Reduction of Petrobras’ gas flaring), apresentada pelo coordenador do Programa, Vitor Souza Lima, na Conferência Mundial de Gás (World Gas Conference – WGC 2015) em Paris, na França.
A estimativa com essa redução na queima é de que até o final de 2015 a Petrobras tenha conseguido evitar a emissão de quase 23 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera. “O objetivo do programa é aumentar o aproveitamento de gás natural nas atividades de Exploração e Produção da Petrobras. Como consequência, temos uma expressiva redução das emissões, além de uma maior oferta de gás ao mercado. Antes do início do POAG, metade das emissões de gases do efeito estufa era oriunda da queima de gás em tocha em nossas atividades de produção. Atualmente este número caiu para um sexto”, explica Vitor Souza Lima, com base em dados da área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde.
A queima de gás natural é inerente ao processo de produção na indústria do petróleo e ocorre por uma série de razões: segurança, emergência, anormalidades operacionais, manutenções programadas e no início de operação de novas plataformas (comissionamento).

Sobre a WGC

A Conferência Mundial de Gás (World Gas Conference – WGC) é o maior evento sobre gás natural do planeta. A conferência, que acontece a cada três anos, reúne os principais especialistas no setor de gás. A edição deste ano aconteceu em Paris e contou com representantes de 100 países. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

71% dos brasileiros têm os serviços públicos de saúde como referência


AGÊNCIA SAÚDE

Por Patrícia de Paula

As Unidades Básicas de Saúde foram apontadas como principal porta de entrada da população ao SUS. Dados mostram também que o Farmácia Popular ampliou o acesso a medicamentos 
A maioria dos brasileiros procura pelas unidades públicas quando apresenta algum problema de saúde. Pesquisa do Ministério da Saúde, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 71,1% da população foram a estabelecimentos públicos de saúde para serem atendidos. Deste total, 47,9% apontaram as Unidades Básicas de Saúde como sua principal porta de entrada aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente são 40.674 unidades em funcionamento em todo o país. Os dados também apontam que as políticas públicas cumprem papel fundamental no acesso a medicamentos. Do total de entrevistados, 33,2% conseguiram pelo menos um dos medicamentos no SUS e 21,9%, por meio do Programa Farmácia Popular.
Na avaliação do perfil dos usuários da rede pública de saúde, o estudo mostra que os serviços chegam a quem mais precisa. A proporção de indivíduos que mais tiveram acesso a medicamentos nos serviços públicos sobe para 41,4% na população sem instrução ou com fundamental incompleto e para 36,7% entre os de cor parda. O mesmo acontece com o Programa Farmácia Popular, ou seja, quem mais utiliza este serviço são as pessoas de menor escolaridade.
De acordo com o ministro, os dados transformados em informações pelo IBGE permitirão ajudar a aperfeiçoar as políticas públicas de saúde. “Com a apropriação qualificada da pesquisa, iremos perseguir um modelo de acesso que resolve o problema do cidadão. Os vários números levantados também demonstram que estamos atendendo objetivamente e de forma igualitária a todos, além de permitir desconstruir a imagem criada no Brasil de que o SUS não atende a população”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Depois das Unidades Básicas de Saúde, os serviços públicos mais procurados pela população são os de emergências, como as Unidades de Pronto Atendimento Público ou Emergência de Hospital Público (11,3%), seguidos pelos hospitais e serviços especializados: do total, 10,1% da população vão até um Hospital Público ou Ambulatório quando tem um problema de saúde e 1,8% vão aos Centros de Especialidades e Policlínicas Públicas. Os consultórios e clínicas particulares atraem 20,6% dos brasileiros e 4,9% buscam emergências privadas.
Os dados integram o segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita em 64 mil domicílios em 1.600 municípios de todo o país entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014. O estudo é considerado o mais completo inquérito de saúde do Brasil e traz dados inéditos sobre vários aspectos, entre eles, acidente no trânsito, acesso aos serviços de saúde (atendimento e medicamentos) e violência. A pesquisa serve de base para que o Ministério da Saúde possa traçar suas políticas públicas para os próximos anos.
Durante o levantamento, foram coletadas informações sobre toda a família a partir de entrevistas com cerca de 205 mil indivíduos em domicílio, escolhidos por meio de sorteio entre os moradores da residência para responder ao questionário. Uma terceira fase da pesquisa trará informações resultadas dos exames de sangue, urina e aferição da pressão arterial dos brasileiros.
EXPANSÃO DO SAÚDE DA FAMÍLIA – Os números também demonstram expansão na cobertura da estratégia Saúde da Família. Ao todo, 112,5 milhões de brasileiros, equivalente a 56,2% da população, estão cadastrados neste programa. Se compararmos com os resultados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios/IBGE), realizada em 2008, a iniciativa atingia 96,5 milhões de pessoas. Comparando os dois estudos, em cinco anos, cerca de 16 milhões de pessoas passaram a ser atendidas pelo Saúde da Família.
Os dados da PNS mostram ainda que o serviço tem chegado principalmente às pessoas de menor escolaridade. Já no recorte por região, é o Nordeste (64,7%) quem mais conta com domicílios cadastrados no Saúde da Família e o Sul (56,2%) também registra índice acima da média nacional.
Essa expansão do Saúde da Família também é observada nos números do Ministério da Saúde. Entre 2010 e 2014, houve um crescimento de 19,8% do total de equipes, passando de 31.660 para 37.944 no período. Os investimentos federais na atenção básica mais que dobraram – crescimento de 106% nos últimos quatro anos, chegando a R$ 20 bilhões em 2014. Esta é uma área de atenção prioritária para o governo, uma vez que consegue resolver até 80% dos problemas de saúde sem necessidade de encaminhamento do paciente para um hospital ou unidade especializada, tornando a assistência em toda a rede mais eficiente.
AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO - Dos 30,7 milhões de pessoas que procuraram algum atendimento de saúde nas duas últimas semanas anteriores à pesquisa, 97% conseguiram atendimento e 95,3% foram atendidos na primeira vez em que procuraram.  Apenas 3% não conseguiram atendimento, 38,8% alegaram não ter médico atendendo, 32,7% não conseguiram vaga ou pegar senha.
Os dados mostram que 65,7% se internaram em hospitais por 24 horas ou mais nos doze meses anteriores à pesquisa e a última internação foi através do Sistema Único de Saúde. Desse total, 82,6% avaliaram o atendimento recebido no SUS como bom ou muito bom. O perfil de internação compõe-se majoritariamente por jovens de 0 a 17 anos de idade (75,2%) e pessoas de baixa escolaridade - 80,6% sem instrução ou com fundamental incompleto. Do total de entrevistados, 80,4% tiveram atendimento de urgência no domicílio, através do Sistema Único de Saúde, e a avaliação do atendimento foi boa ou muito boa.

sábado, 30 de maio de 2015

Pesquisa realizada na Univasf produz energia elétrica e purifica água por meio da atividade bacteriana


UNIVASF



Renata Freitas

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) conseguiu gerar energia elétrica a partir da atividade de bactérias Escherichia coli cultivadas em solução de água e nutrientes em ambiente controlado. Durante 11 dias, as bactérias geraram continuamente 0,5V, atingindo, nesta fase, o ápice da produção de energia. O trabalho é realizado pelos professores Helinando Pequeno de Oliveira, do Colegiado de Engenharia Elétrica; e Mateus Matiuzzi, do Colegiado de Zootecnia, em conjunto com a estudante de doutorado em Engenharia Industrial da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ariadne Helena Pequeno de Oliveira. 

A pesquisa teve início no final do ano passado, após a aprovação da proposta pelo Edital N° 11 de Cooperação Internacional Facepe/MIT e será desenvolvida na Univasf e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. O projeto contará com a participação do professor do Departamento de Química do MIT Timothy Swager, que trabalha com a produção de grafenos modificados quimicamente. 

Os primeiros resultados são animadores, segundo o coordenador da pesquisa, Helinando de Oliveira. “Nosso objetivo é cultivar bactérias para que elas sejam geradoras de energia e no futuro possamos transformar células bacterianas em fonte alternativa de energia e produzi-las em escala industrial”, informa. Uma das metas, de acordo com ele, é fazer com que as bactérias gerem energia em quantidade equivalente à produzida por células solares.

Com esse intuito, a equipe desenvolveu no Laboratório de Espectroscopia de Impedância e Materiais Orgânicos (Leimo), do Instituto de Pesquisa em Ciência dos Materiais (IPCM), Campus Juazeiro (BA), um reator, formado por dois compartimentos de teflon separados por um trocador de prótons. Num dos compartimentos, foram inseridas as células bacterianas, cultivadas pelo microbiologista Mateus Matiuzzi, e a solução de água limpa e nutrientes. Elas são mantidas numa estufa, com temperatura controlada a 37°C. 

Ao se reproduzirem, as bactérias geram energia e enviam para o outro lado, por meio de eletrodos de carbono, a água limpa purificada devido à troca de prótons pela membrana disposta entre os compartimentos. Esta purificação da água é outro efeito da atividade bacteriana. Oliveira observa que este resultado já era esperado, mas destaca o fato de a produção energética e a descontaminação da água ocorrerem num ambiente totalmente controlado e com um único tipo de bactéria, o que distingue o trabalho de outras pesquisas já realizadas com as Microbial Fuel Cells (MFC), como são chamadas as células bacterianas geradoras de energia.

Os pesquisadores da Univasf estão testando, no momento, a energia gerada pelas células bacterianas quando acopladas a um resistor. Ao conectá-las a um resistor de 1.000 ohms, eles obtiveram uma tensão de 53 milivolts, ainda considerada pequena. Mas a pesquisa, que está no início, será desenvolvida até dezembro de 2016.

Parte do estudo será realizada no MIT, com a colaboração do professor Timothy Swager. A ideia é utilizar os eletrodos de grafeno, produzidos por ele, em substituição aos de carbono que estão sendo utilizados aqui. O objetivo é verificar se há incremento na energia gerada. “Estamos confiantes de que até o final da pesquisa teremos bons resultados a apresentar”, afirma Oliveira.



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Brasil, um país desconhecido pelos brasileiros


CARTA MAIOR

Um Brasil desconhecido de grande parte da população é tratado pela FAO como um caso de relevância internacional no combate à fome.



Najar Tubino

É um fato concreto que a versão veiculada pela mídia sobre o que acontece no país é totalmente desvirtuada e dirigida, segundo seus interesses empresariais e familiares. Em relação às políticas públicas voltadas para o combate à fome e a produção de alimentos pela agricultura familiar, que engloba trabalhadores e trabalhadoras assentadas, quilombolas, ribeirinhos, indígenas e o povo marginalizado há décadas nos nove estados nordestinos e o norte de Minas Gerais, que formam o semiárido. No final do ano passado a FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, lançou pela primeira vez o relatório sobre Segurança Alimentar e Nutricional inteiramente sobre um país, no caso, o Brasil. O documento começou a circular este ano, e têm versões em português, espanhol e inglês. Internamente a notícia veiculada rapidamente dava conta que o Brasil tinha saído do Mapa da Fome.
 
A FAO monitora mais de 180 países nos quesitos sobre insegurança alimentar. E o Brasil, desconhecido de grande parte da população, é tratado como um caso de relevância internacional, que passou a ser um exemplo e copiado por muitos outros países por suas políticas adotadas no combate à fome e a produção de alimentos pela agricultura familiar. Como esclareceu o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic:
 
Prioridade para segurança alimentar é política
 
“- A conjuntura do Brasil é caracterizada pela consolidação e institucionalização de políticas bem sucedidas de combate à fome e de promoção da segurança alimentar e nutricional (SAN), norteados pelo Direito à Alimentação Adequada, da ONU. O Brasil cumpriu e ultrapassou os Objetivos do Milênio no que diz respeito à redução da pobreza e da fome”.
 
A questão não é técnica e sim política, como define a própria Lei 11.346/2006, que é a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, onde está definido o significado de tudo isso:
 
“- É a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis. Não é um conceito técnico, é um conceito político, construído com intensa participação social”, escreve o dirigente da FAO no Brasil.

Barragens Subterrâneas Amenizam Efeitos da Seca no Semiárido


EMBRAPA


Embrapa Solos - Barragem subterrânea após chuva em Ouricuri (PE)


Saindo de Recife e adentrando pelos estados de Pernambuco e Alagoas, a paisagem dominante era a da vegetação seca sob o sol inclemente do semiárido: alguns poucos cultivos de mandioca e palma subsistiam em meio à caatinga e desafiavam o clima seco. Chegamos então à propriedade de Seu Dedé, no pequeno município de São José da Tapera, em Alagoas. O contraste era visível: dentro de seu terreno, as plantações de coentro, alface, aipim, milho e feijão eram todos de um verde muito vivo. Ao ser questionado sobre como ele conseguia plantar tantos alimentos durante o período de seca, Seu Dedé deu um sorriso largo e disse que nunca faltava água em sua propriedade: ele possuía uma barragem subterrânea.
"É muita água, agora todos os meus vizinhos, do micro ao médio produtor, querem construir uma barragem, e eu tenho a receita", diz Seu Dedé feliz. "Construí a primeira em 2008, a segunda barragem, que fiz em 2014, foi feita com o dinheirinho que consegui com a primeira."
A barragem é uma tecnologia popular, não foi criada pela Embrapa. Existem registros de barragens há mais de dois séculos. A Empresa pesquisa sua utilização há 30 anos. Ela é uma tecnologia de captação da água da chuva que contribui para o convívio dos sertanejos com o Semiárido, proporcionando a produção de água para a atividade agropecuária e diminuindo os riscos da agricultura dependente de chuva. A barragem está presente em todos os estados do Semiárido, incluindo o Norte de Minas Gerais.
Com a adoção das barragens subterrâneas, as famílias conseguem armazenar água suficiente para manter sua produção. A barragem é uma parede construída para dentro da terra, que tem a função de barrar as águas das chuvas que escorrem no interior e acima do solo, formando uma vazante artificial onde os agricultores ficam com o terreno molhado entre três e cinco meses após a época chuvosa, permitindo a plantação, mesmo em época de estiagem, de culturas de subsistência, fruteiras, forragem, hortaliças, plantas medicinais, cana-de-açúcar, batata doce, arroz, etc.
"A experiência com barragens subterrâneas comprova que ela contribui para a segurança alimentar e nutricional das famílias agricultoras, bem como para a geração de renda a partir da comercialização dos produtos nas feirinhas agroecológicas", diz a pesquisadora da Embrapa Solos Maria Sonia Lopes da Silva. A barragem também diminui a demanda por produtos externos à propriedade, como alguns alimentos, fitoterápicos e pequenos animais", completa. Outro fator importante é proporcionar às famílias maior poder aquisitivo e acesso a bens de consumo.